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Auxilio
do Poder Publico
As C.Ts em sua quase
totalidade lutam com uma crônica falta de recursos, conseqüência
de dois fatores: a.a maioria da população atendida é
carente; b. o poder Público que deveria auxiliar quem está
procurando resolver um problema que é dele, mostra-se omisso
em regra geral.
A falta de recursos tem uma implicação direta na eficácia
do tratamento, pois afeta tanto as instalações físicas,
como a alimentação, a contratação de uma
equipe de tratamento capacitada e numericamente adequada, e outras exigências
constantes da Resolução nº 101/01 da ANVISA.
O Governo Federal não é apenas omisso, mas muitas vezes
mostra-se hostil às C.Ts. Apenas a SENAD tem nos auxiliado, de
maneira esporádica e insuficiente.
A situação parecia muito desanimadora quando a ação
competente e determinada de Delegacias Regionais e de Comunidades Terapêuticas
está conseguindo apoio regular de Governos Estaduais e Municipais.
Em nossa reunião do dia 25 de março reservamos a parte
da manhã para debater o problema. Tivemos as exposições
do Sub-Secretário Antiodrogas Cloves Benevides, do Delegado Regional
Ronaldo Viana, ambos de Minas Gerais e da Irmã Silvonete do Instituto
Copiosa Redenção de Ponta Grossa – PR.
O caso de Minas Gerais é singular e merece ser destacado. É
o primeiro estado que criou uma Sub-Secretaria Antidrogas e que tem
distribuído regularmente recursos a Comunidades Terapêuticas,
mediante subvenção a projetos apresentados. Além
disso tem apoiado vigorosamente as C.Ts subvencionando Cursos sobre
Gestão, Encontros e Seminários.
O caso da Copiosa Redenção indica um outro caminha mas
que também obteve êxito. É ele a conquista paulatina
da confiança e do respeito dos órgãos públicos
através da participação competente em Comissões
ou iniciativas relacionadas com a dependência química.
Através dessa atuação ela recebe hoje recursos
significativo dos órgãos públicos.
Relatamos também os avanços conseguidos no Estado de Santa
Catarina, onde uma lei estadual prevê a dotação
de recursos para as CTs, no Estado do Pará onde a Comunidade
Vida Nova, graças a um intenso intercâmbio com órgãos
públicos estaduais e municipais, recebe deles recursos financeiros
regulares. Participação ativa nas diversas Comissões
Municipais relacionadas direta ou indiretamente com a dependência
química fizeram com que as Comunidades Terapêuticas de
Blumenau - SC passassem a receber recursos da Prefeitura local.
Certamente outros exemplos existem e solicitamos que nos informem para
que os divulguemos entre nossas filiadas.
Essa divulgação tem um duplo objetivo: sugerir caminhos
a seguir e servir de instrumento de pressão junto aos poderes
públicos, que poderão ficar sensibilizados com os exemplos
dados por outros órgãos governamentais.
Mas, o que precisa ficar claro é que a Comunidade Terapêutica,
para receber auxilio dos Poderes Públicos e da comunidade onde
está inserida, precisa sair do isolamento em que vive e participar
dos órgãos oficiais ou não que se preocupam com
a dependência química.
Se realizar um trabalho sério e responsável e através
dele conseguir a confiança e o respeito de todos, certamente
obterá os recursos necessários ao seu bom funcionamento.
1.
Luta contra o álcool.
Países da América
se unem em busca de soluções para males causados pelo
álcool Após conferência Sobre Políticas de
Álcool, especialistas produziram documento para reduzir males
causados por bebidas alcoólicas.
Os Participantes da 1ª Conferência Pan-Americana Sobre Políticas
de Álcool realizada em Brasília, apresentaram, ao fim
do evento, uma declaração com diretrizes para reduzir
as conseqüências do uso prejudicial de álcool nas
Américas. Abaixo, a íntegra do documento produzido por
representantes de 20 países, ao final de três dias em conferência:
Declaração Final da 1ª Conferência Pan-Americana
Sobre Políticas de Álcool realizada em Brasília
"Os participantes da 1ª Conferência Pan-Americana de
Políticas Públicas Sobre o Álcool realizada em
Brasília, Brasil, entre os dias 28 e 30 de Novembro de 2005,
declaram:
Lembrando e reafirmando a Resolução 58.26 da Assembléia
Mundial da Saúde - WHA, sigla em inglês, da Organização
Mundial da Saúde que torna urgente aos Estados membros desenvolverem,
implementarem e avaliarem estratégias eficazes e programas para
reduzir as conseqüências negativas sociais e na saúde
da utilização prejudicial do álcool; Reconhecendo
que as evidências científicas têm estabelecido que
o consumo arriscado e prejudicial do álcool causa a morte prematura,
doença e invalidez; Preocupados com o fato de que em muitos países
existe um significativo consumo não registrado de álcool,
e que tanto a produção registrada quanto o consumo de
álcool estão em níveis altos e crescentes; Reconhecendo
que o dano causado pelo álcool é um problema regional
e nacional de saúde pública e social nas Américas,
apesar das diferenças culturais entre as nações;
Alarmados porque o álcool é o principal fator de risco
de doenças nas Américas e que os danos relacionados ao
álcool têm sido negligenciados na região; Reconhecendo
que o álcool é também uma causa de mortes violentas,
lesões intencionais e não-intencionais, particularmente
entre jovens; Notando que o álcool é a causa de óbito,
invalidez e danos sociais para outras pessoas, além dos próprios
consumidores de álcool; Consciente de que os poucos estudos que
existem sobre o custo da utilização do álcool sugerem
que os problemas relacionados ao álcool criam grandes impactos
econômicos, sociais e na saúde; Preocupados com o fato
de que o álcool interage com a pobreza na produção
de conseqüências ainda maiores para aqueles que não
têm acesso aos recursos básicos de saúde e sustento;
Preocupados com os povos indígenas, migrantes, crianças
em situação de rua e outras populações altamente
vulneráveis nas Américas que sofrem de maneira desproporcional
com os impactos negativos do álcool; Enfatizando o risco do dano
causado pelo consumo do álcool durante a gravidez; Reconhecendo
as ameaças em relação à saúde pública
causadas pela crescente disponibilidade e acessibilidade de bebidas
alcoólicas em muitos países das Américas; Preocupados
com o fato de que a publicidade, a promoção e iniciativas
de patrocínio que envolvam bebidas alcoólicas estejam
alcançando jovens, e que isso diminui a eficiência dos
esforços para reduzir e prevenir a utilização do
álcool por menores de idade; Tendo em mente as fortes evidências
da eficácia das estratégias e medidas que têm como
objetivo a redução do consumo do álcool e o dano
relacionado a ele; Reconhecendo que as abordagens relacionadas ao consumo
nocivo de álcool devem contemplar diferentes modelos, inclusive
as estratégias de redução de danos sociais e a
saúde; Reconhecendo que a cooperação internacional
e a participação de todos os países da região
é necessária, a fim de reduzir as conseqüências
negativas na saúde e no social advindas do consumo do álcool;
Recomendam:
1. Prevenir e reduzir os danos relacionados ao álcool devem ser
considerados uma prioridade de saúde pública para ações
por parte de todos os países da região.
2. As estratégias regionais e nacionais devem ser desenvolvidas,
incorporando um elenco culturalmente apropriado de políticas
baseadas em evidências, a fim de reduzir os danos relacionados
ao consumo do álcool.
3. Essas estratégias precisam ser apoiadas por melhores sistemas
de informação e por novos estudos científicos sobre
o impacto do álcool e os efeitos das políticas do álcool
em contextos nacionais e culturais dos países das Américas.
4. Uma rede regional de colaboradores para redução dos
danos relacionados ao álcool, nomeados pelos países membros,
deve ser estabelecida com a cooperação técnica
e o apoio da Organização Pan-Americana de Saúde
- OPAS.
5. Políticas sobre álcool, cuja eficácia tiver
sido estabelecida por pesquisas científicas, precisam ser implementadas
e avaliadas por todos os países das Américas.
6. Áreas prioritárias de atuação precisam
incluir ocasiões de uso pesado do álcool, consumo em geral,
por mulheres (incluindo gestantes), populações indígenas,
jovens, outras populações específicas, violência,
lesões intencionais e não intencionais, consumo por menores
de idade, lesões relacionadas à utilização
do álcool e doenças causadas pelo álcool."
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Lei Seca Preocupa AmBev
A AmBev está inquieta – e não é exatamente com
a concorrência. O que preocupa é o êxito da política
de segurança que fecha os bares nas periferias às 22
horas com o objetivo de diminuir a violência – baseado na premissa,
até aqui verdadeira, de que algumas doses a mais estão
diretamente relacionadas com o número dos homicídios.
Se estendida, a -lei seca- que hoje vigora em várias cidades
pode vir a ser uma pancada nos resultados da empresa. No Brasil, cerca
de 70% do consumo de cerveja se dá justamente nos bares. Os
debates sobre o tema na AmBev estão fervendo.
VEJA 11 de janeiro de 2006.
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